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Protesto, informação e mídias realmente sociais

TagCloud - Protesto

A avalanche de tweets, hashtags e palavras de ordem não para de crescer. Há quem diga que o ano de 1968 voltou na semana do dia 10 de junho em várias cidades brasileiras. Não estamos mais em uma ditadura, conforme seu significado nos dicionários, mas algo no modo de governar desencadeou algo que estava adormecido nos brasileiros: o protesto.

Existem diferenças entre 1968 e 2013 que vão muito além do ano e da existência de uma ditadura. Nestes 45 anos que separam as grandes manifestações dos protestos de rua que temos hoje vimos avanços consideráveis na velocidade em que a informação se propaga. E informação, meu amigo, vale ouro!

Há cerca de cinco anos pudemos acompanhar o início das revoltas de sofá, quando os brasileiros demonstraram sua insatisfação com Renan Calheiros no Twitter. Porém, quando chegou a hora de levar a indignação às ruas, pouquíssimos compareceram. Foram vários episódios do dito “sofativismo” que deram com os burros n’água e, claro, terminaram por desmoralizar a intenção de quem quer protestar de pijama em casa.

#vemprarua, vem pro #protesto

A circulação da informação era uma das maiores dificuldades entre os manifestantes de 1968 e de outros anos. Publicar os zines e tentar passar mensagens cifradas entre os estudantes era algo extremamente perigoso. Poder usar uma hashtag para agrupar todas as informações necessárias para manter os outros bem informados é algo quase utópico.

A velocidade com que os eventos de manifestações são criados no Facebook e rapidamente diluídos pelo Twitter faz com que as mídias se tornem realmente sociais. O poder de síntese e o dinamismo dos 140 caracteres está fazendo com que o Twitter volte a ter mais expressão – já que nos últimos anos perdeu muito espaço no Brasil.

Evolução das plataformas por volume de postagem

Evolução das plataformas por volume de postagem (Fonte: Brandwatch)

As hashtags do Facebook também foram lançadas quase que no mesmo momento em que o protesto atingia mais força nas redes sociais. Todos os dias manifestantes e jornalistas postam seus testemunhos e imagens. Quem não quer ir para a rua pode protestar das janelas e ajudar quem está no asfalto com um gesto muito simples: liberar o WiFi para que a cobertura em tempo real possa ser feita sem depender do 3G dos smartphones.

Mídias alternativas

As redes de televisão, os jornais e os rádios dificilmente transmitem os fatos como eles são durante atos políticos como este. A pressão das concessões do governo fica ainda mais forte e, convenhamos, até perceber que os seus próprios jornalistas estavam levando tiros de balas de borracha, a grande e nobre imprensa brasileira colocava os manifestantes como “baderneiros” que mereciam a surra.

O esclarecimento dos fatos só foi possível porque milhares de pessoas que estavam nas manifestações mostraram o que estava acontecendo com elas naquele exato instante. Como o país inteiro saberia da “proibição” repentina do vinagre se o jornalista da Carta Capital não tivesse filmado e quase que imediatamente enviado o vídeo do seu “flagrante”?

Principais canais de informação

Podemos até não nos dar conta, mas estamos vivendo o primeiro ato político brasileiro transmitido em tempo real, o primeiro da história a ser escancarado, sem censuras diretas ou receitas de bolo em 140 caracteres. A organização das redes sociais só ajuda no crescimento dessa consciência.

Recentemente o Google lançou seu novo comercial do Hangouts On Air cujo tema nada mais é do que a necessidade de as pessoas estarem conectadas e de tornar esta conexão em algo que possa realmente mudar o mundo. O Google se coloca na posição de uma praça virtual, em que as vozes podem ser ouvidas. Assista ao vídeo:

Faça a sua parte! #vemprarua, #vemprajanela, proteste da sua maneira!

1 comentário em “Protesto, informação e mídias realmente sociais”

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