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Identidade: quem é você na internet?

Dizem que a internet nada mais é do que um potencializador de comportamentos e reações. Tudo o que passa por aqui são as mais “autênticas” manifestações dos usuários, para alguns e, para outros, não passam de meras ações ensaiadas para os “olhos das câmeras”. Contudo, pode-se tratar o meio termo dessas aparências. É bastante claro que as relações entre as pessoas são mediadas por algum ponto em comum. Os assuntos e afinidades delimitam muito bem essas relações. Entretanto, experimente colocar uma câmera em frente a essas pessoas. O que muda?

Muita coisa muda. A partir do momento em que você começa a agir para uma determinada platéia, espera ser aceito. Porém, essa câmera pode interferir mais do que o ideal. Isso quer dizer que a supervalorização de comportamentos são comuns para chamar a atenção. É assim em qualquer meio. Quem nunca viu uma reportagem de televisão em que o repórter é constantemente interrompido pelas pessoas que passam no lugar em que se está gravando? Sem a interferência da câmera, os pedestres passariam normalmente, sem aquela urgência em serem vistos.

Porém, o que acontece na internet é a fixação de uma câmera em todos os lugares. Todos têm o potencial para se tornarem famosos e reconhecidos na internet. Entretanto, a efemeridade dessa fama é tão igual ao momento em que a conseguiu. Contudo, todos os cinco minutos e fama são válidos, as redes sociais se tornam celeiros de desesperados pelo destaque e a esperança de se tornarem pontos de referência de um determinado grupo. Assim, os exemplos do que não fazer para ser famoso na internet estão bastante evidentes por aí.

A expectativa de ser famoso sai pela culatra, na maioria das vezes. Mesmo assim, o mais novo famoso não se preocupa. Não interessa o jeito com que ele alcança a fama na internet. Só importa que ele está famoso. Páginas como o Pérolas do Orkut estão repletas dessas tentativas. São meninos de 12 anos se passando por bandidos; marmanjos crescidos segurando notas de dez e cinqüenta reais em forma de leque; moças em tentativas de poses sensuais e uma série de outras fotos que mais degradam do que contribuem.

Ninguém é realmente autêntico em frente às câmeras, do mesmo jeito que não se é autêntico na internet. O que existe são fatos reais e fatos mentirosos – mas a linha entre eles é quase invisível neste meio. Até por que este é um ambiente propício a este tipo de coisa. Mentir na internet é quase parte da construção deste meio – em alguns aspectos, mas não faz com que este seja sempre o espaço para as não verdades. Definir quem é quem e se realmente é o que se diz ainda é complicado. Depende muito da relação que se tem com quem fala. Se você realmente acredita e confia nessa fonte, é um ponto forte para considerar como verdade.

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