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convergencia de midia estrategia de marketing

Convergente: como toda estratégia de marketing deveria ser

Primeiro post do Social41 (MOT/marketing digital)  para a Ciranda de Blogs, projeto que busca fomentar a área de comunicação com diversos pontos de vista a cerca de um mesmo assunto. Essa semana o tema é convergência midiática.

Existem dois tipos de estratégia de marketing: aquelas que querem resolver tudo muito rápido e em apenas uma frente; e aquelas que foram feitas por quem consegue perceber que uma boa estratégia de marketing não se resume a um só canal.

Não se pode tratar um canal como o único suporte de uma estratégia. O conceito de convergência de mídias já é conhecido há algum tempo e foi tratado de forma impecável por Henry Jenkins em A Cultura da Convergência e retomado por Frank Rose em The Art of Immersion.  Ambos os autores deixam bem claro que uma narrativa não deve se isolar em um só formato.

Cada meio tem seus potenciais e todos eles devem ser explorados de forma integrada para que a experiência de quem consome esses produtos de mídia seja completa. Convergir e integrar é diferente de defender a “morte” dos meios. Há décadas escutamos esse discurso fatalista de que um meio vai matar o outro. Foi assim com o livro, o rádio, a televisão, jornais, revistas e agora com a internet.

É claro que o caráter flexível e abrangente da internet faz dela um verdadeiro agrupador de canais, mas existem experiências que ela sozinha não é capaz de produzir. O grande problema é que hoje estamos condicionados a continuar a monocultura do digital e depositar nele todas as nossas esperanças e isso fica muito claro nas estratégias de marketing exclusivamente digitais.

Os meios digitais são imprescindíveis, mas não solucionam nada sozinhos. É preciso ter estrutura e conhecimento do mundo fora da tela para fazer com que o digital seja bem sucedido. O segredo está em criar provocações e reflexos reais na vida das pessoas e fazer com que elas se sintam realmente engajadas.

Como usar a convergência de mídias em uma estratégia de marketing?

Como já foi dito, todos os meios são complementares e por isso devem ser pensados como adicionais e não substitutivos uns dos outros. Para pensar de maneira integrada e convergente é importante que antes de mais nada você saiba muito bem qual é a história e a mensagem que você quer passar ao seu público.

Uma vez que você tenha desenvolvido a sua história, é hora de distribuí-la nos canais mais adequados para cada passagem e saber bem quais desdobramentos elaborar para atender as características de cada meio.

A principal premissa do storytelling (quer ele seja para o público interno ou externo da sua marca) é fazer com que a pessoa do outro lado seja envolvida por todos os lados cabíveis e de maneira sutil. O modelo intrusivo já não é mais aceito e você precisa saber puxar assunto e conversar em vez de tentar empurrar seu discurso.

Pensar em convergência não é tão simples assim. É importante exercitar a capacidade de extrapolar e abstrair para conseguir chegar ao ponto em que a sua história tem amarras muito bem feitas em todos os meios em que ela está sendo contada. Por isso, tente deixar de lado o caminho mais rápido para encontrar aquele que é o mais eficiente.

Lembre-se de que engajar alguém não se resume a receber curtidas.

 

A Ciranda de Blogs é um projeto independente com o intuito de unir blogueiros de comunicação para refletir sobre alguns temas da nossa área. Conheça mais sobre na fanpage do projeto e faça parte dessa Ciranda.

4 comentários em “Convergente: como toda estratégia de marketing deveria ser”

  1. Pingback: A convergência que vem de dentro? – periskópio

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