O que faz de uma marca um ícone?

Se eu pedisse, agora mesmo, para você listar três marcas que são ícones, referências para você… Quais seriam elas? E se agora eu perguntasse o motivo pelo qual você escolheu essas três marcas, qual seria ele?

Pois é, todos nós temos marcas que consideramos ícones. E não, eu não estou falando sobre aquela representação gráfica geralmente resumida, uma abreviatura visual, que costumamos ver por aí. A palavra ícone vem do grego eikon, que significa representar algo com imagens.

Quando analisamos o termo ícone dentro da semiótica, percebemos que os ícones são maneiras de substituir coisas reais, como por exemplo uma fotografia. Ela não é a pessoa, mas a representa. Entende?

Bem, as marcas também representam coisas – elas carregam valores, resumem sentimentos, estratégias e experiências tanto pelo lado do consumidor quanto pelo lado da empresa. Ainda assim ter apenas a arte, o logotipo (ou logomarca, como você preferir), não significa que você transformou a sua marca em um ícone.

Os ícones “surgem” quando se tornam representativos para o restante das pessoas, quando falam por si só. Se eu perguntasse a você o que lembra quando vê a Torre Eiffel, o que me diria? Quem sabe a Estátua da Liberdade.. O que você lembra quando vê essas imagens?

Pois bem, isso é fazer da sua marca em um ícone. Em outras palavras, é criar percepções em comum em várias pessoas. Agora que passamos por esta etapa. É hora de entendermos os fatores-chave dessa transformação.

1. Tenha um propósito maior do que o lucro.

Uma vez assisti a um TED Talk do Simon Sinek que falava sobre o motivo pelo qual certos líderes e produtos tinham mais aderência com as pessoas. Foi neste momento que eu entendi o que esta frase em negrito ali em cima quer dizer. Acho que vou deixar que ele fale por mim:

2. Crie experiências que se destaquem e que tragam benefícios emocionais e realistas.

Experiência significa vivência, ou melhor, convivência. Como a sua marca ou o seu produto pode ajudar ou como ela convive com o consumidor? Como é o relacionamento de vocês? De que maneira as pessoas consomem o que você tem a oferecer?

Todas essas perguntas devem ser analisadas. Além dessas, precisamos pensar em algo mais importante: qual é o impacto daquilo que a sua empresa produz na vida das pessoas que compram? No momento em que você entender isso, vai perceber a importância de ter um propósito e gerar experiências.

3. Seja um símbolo de excelência no qual os outros podem se espelhar.

Quando nós mostramos para que viemos (propósito) e entendemos o que causamos (impacto), a nossa marca começa a crescer e ganhar espaço – é quase um ícone! As pessoas começam a perceber que você é sinônimo de excelência, já que tudo o que vem da sua marca é algo bom para a maioria.

Assim, os valores nos quais você acredita (e usou para formar a sua empresa) começam a ecoar em outras pessoas e fazer com que elas queiram se espelhar no seu exemplo. Até este ponto a sua marca já se tornou inspiradora e carismática. Agora chegou a hora de ser um ícone.

4. Tenha admiradores, e por consequência, detratores.

Quando você se torna um ícone, não demora muito para que surjam aqueles famosos haters, ou seja, os detratores. Marcas icônicas tendem a polarizar sentimentos, ou seja, existem os seus admiradores e aqueles que odeiam a sua marca. Isso é inevitável, jamais agradaremos a todos.

Quer um exemplo bem claro disso? A Apple. Pense naquele seu amigo que não abriria mão do conceito e dos produtos inventados por Steve Jobs e sua equipe. Ele sem dúvida é um admirador e tem uma relação de muito amor à marca. Agora pense naquele seu outro amigo que detesta tudo que envolve maçãs (inclusive, ele só come pêras ou bananas :P). Ele é um detrator.

Pois bem, agora que entendemos o que torna uma marca um ícone, já podemos começar a estudar o que fazemos e entender nossos próximos passos. Agora diga aí, o que falta para a sua marca ser um ícone? Conte aí nos comentários 😉

Até semana que vem!

Luísa Barwinski

Fundadora da MOT Digital e professora. Desenvolveu estratégias online para clientes dos mais diversos setores nos últimos 10 anos. Mestre em marketing, com ênfase no comportamento do consumidor, busca compreender como as marcas podem melhorar o relacionamento com o seu público em meios digitais.

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